... o meu verso tem medo do vazio;
do escuro
do medo.
fica escondido debaixo
de coisa que o caiba.
com o rabo de fora
terça-feira, 11 de setembro de 2012
no oitavo andar sempre cabe poesia
poema roubado do "8 poetas" -
Passagem
Chega de namoro, Leitores.
Agora estamos quites.
O teu desdém é o meu,
o meu verso não tem mais medo
de gavetas vazias.
O mistério
não está na tua leitura,
mas na paixão
do nosso jogo frio.
Habito, procuro as palavras
e por elas já sou habitado.
Não sou, não és:
Elas são.
Conjugar este verbo
é todo o nosso domínio.
E estamos cada vez mais distante de nós
mesmos
Estamos cercados,
ilhados como uma flor
de cacto
no parapeito da janela do oitavo andar
deserto.
[Adriano Alves]
Passagem
Chega de namoro, Leitores.
Agora estamos quites.
O teu desdém é o meu,
o meu verso não tem mais medo
de gavetas vazias.
O mistério
não está na tua leitura,
mas na paixão
do nosso jogo frio.
Habito, procuro as palavras
e por elas já sou habitado.
Não sou, não és:
Elas são.
Conjugar este verbo
é todo o nosso domínio.
E estamos cada vez mais distante de nós
mesmos
Estamos cercados,
ilhados como uma flor
de cacto
no parapeito da janela do oitavo andar
deserto.
[Adriano Alves]
terça-feira, 17 de julho de 2012
Projeto "Vídeo-Poema na Veia": status 'Aprovado'
Agora os poemas do livro integrarão o Projeto "Vídeo-Poema na Veia". Uma tentativa de aguçar o interesse dessa geração mais jovem (mais familiarizada com as mídias digitais) pela poesia. O projeto será uma realização da Funarte (Fundação Nacional de Artes) e executado por mim e pelo Diego Sá. Em breve o projeto será iniciado e terá um site próprio onde os vídeos serão postados. Ao final, serão produzidos DVDs com todos os vídeos-poemas criados, a serem distribuídos gratuitamente em escolas e bibliotecas públicas.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
sobre o leite derramado
nesses traços
[anti-esquadro]
rebatem meus ecos
em tom baixo
um tom abaixo
no chão
dispersos
[anti-esquadro]
rebatem meus ecos
em tom baixo
um tom abaixo
no chão
dispersos
sábado, 28 de abril de 2012
porque viver é irremediável
mulher barriguda que vai ter menino
qual o destino
que ele vai ter?
que será ele
quando crescer?
haverá guerra ainda?
tomara que não,
mulher barriguda,
tomara que não...
quinta-feira, 19 de abril de 2012
coabitação
debaixo de uma luz
de abajour
sobre um banco
sob livros
a cena.
fundo parede escarlate
retalhos de vovó
costurando com leveza
nossos dias
repintados
cozidos
ensopados
deslizantes e fritos
fogo brando
fogo alto
sob cada gota;
invisíveis soluções
gotejadas dia a dia:
temos uma bacia.
mas iremos
até onde?
de abajour
sobre um banco
sob livros
a cena.
fundo parede escarlate
retalhos de vovó
costurando com leveza
nossos dias
repintados
cozidos
ensopados
deslizantes e fritos
fogo brando
fogo alto
sob cada gota;
invisíveis soluções
gotejadas dia a dia:
temos uma bacia.
mas iremos
até onde?
quarta-feira, 18 de abril de 2012
do meu bem
terça-feira, 17 de abril de 2012
Ana C. nossa de cada dia
Não tenho ideias, só o contorno de uma sintaxe (= ritmo).
(trecho de Inéditos e Dispersos)
(trecho de Inéditos e Dispersos)
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